Guia prático · crédito habitação · atualizado 2026

Crédito habitação: residentes vs não-residentes

Não são dois produtos. É o mesmo tipo de empréstimo; o que muda é o dossier — documentos, liquidez (entrada) e prazos. O simulador de prestação e o processo completo estão no guia de crédito habitação. Aqui só o split. A Cavalcanti RealEstate Team (AMI 18470) não é um banco e não faz intermediação de crédito. Não publicamos uma tabela de LTV («não-residentes X%») — isso varia de banco para banco e de processo para processo.

Nacionalidade não é residência fiscal

Ser estrangeiro não decide o ficheiro. O banco (e a Autoridade Tributária, noutro eixo) olham para residência fiscal, rendimentos e onde o dinheiro vive — não para o passaporte sozinho. Um português a viver fora e um não-nacional com residência em Portugal não entram no mesmo saco. Confirme o estatuto com o banco e, se preciso, com o contabilista; a CRT não classifica residência fiscal.

O que tipicamente muda no dossier

Três eixos, sem percentagens inventadas: (1) documentos — identificação, NIF, rendimentos e extractos; não-residentes acrescentam papéis do país de origem (tradução/apostila quando o banco pede) e, muitas vezes, mais tempo de análise; (2) liquidez — a entrada é o que o LTV não cobre, e não-residentes precisam em regra de mais capital próprio; (3) calendário — o dossier internacional atrasa o CPCV se o prazo for curto. Peça a lista ao banco ou intermediário licenciado, não a um anúncio.

O que não muda: IMT, selo e CPCV

IMT e Imposto de Selo na escritura não dependem de ser residente para o crédito. O crédito raramente os cobre: são liquidez à parte. Calcule IMT + selo no simulador IMT e o restante no guia de custos de compra. O CPCV precisa de margem se o banco recuar — residente ou não. A pré-aprovação não garante aquele imóvel.

Como a CRT encaixa

AMI 18470, powered by eXp Portugal: research, visitas e coordenação até à escritura, com uma ideia realista de financiamento. Não concedemos crédito. Prestação indicativa (TAN, não TAEG) no simulador do guia de crédito. Se quiser um intermediário parceiro, o pedido de contacto está nessa página — não aqui.

Fiscalidade depois da compra

Residência fiscal, IRS e regimes pontuais (incluindo o que ainda se chama NHR em conversa) são outro assunto, com contabilista ou advogado fiscal. Esta página não é aconselhamento fiscal nem um guia NHR. O que importa para o crédito é o dossier que o banco aceita hoje; o que importa para o Fisco confirma-se à parte.

Perguntas frequentes — residentes vs não-residentes

Não-residente consegue crédito habitação em Portugal?

Muitos bancos analisam o processo, com documentação extra e, em regra, mais capital próprio. Não é automático: país de origem, rendimentos e política do banco entram na decisão. Confirme com o banco ou um intermediário de crédito licenciado. A CRT não intermedeia.

Há um LTV fixo para não-residentes?

Não. Não há uma percentagem universal nesta página — nem «70%» nem qualquer outro número ouvido em conversa. O rácio sai da proposta escrita do banco, para aquele perfil e aquele imóvel.

Passaporte estrangeiro muda o empréstimo?

A nacionalidade sozinha não define o produto. O banco lê residência fiscal, rendimentos e documentos. Um residente fiscal em Portugal com passaporte estrangeiro não é o mesmo dossier que um não-residente.

IMT e entrada são a mesma liquidez?

Não. A entrada cobre o que o banco não financia. IMT e Imposto de Selo pagam-se na escritura, em regra fora do empréstimo. Reserve os dois. Simule no guia IMT e no guia de custos.

A CRT trata do crédito?

Não. AMI 18470: mediação imobiliária, não banco e não intermediação de crédito. O guia de crédito tem o simulador de prestação e o pedido a um intermediário parceiro.